
As séries de ficção produzidas na TV americana registraram números recordes na temporada 2012 em número de personagens de orientação homossexual.
A conta foi feita este mês por um grupo que atua em prol da comunidade gay nos Estados Unidos. No total, são 31 personagens homossexuais, bissexuais e transgêneros exibidos na programação gringa: eles representam 4,4% dos 701 personagens presentes nas séries transmitidas pelas cinco grandes redes de TV americanas.
A organização Gay and Lesbian Alliance Against Defamation (Glaad) compara: estes personagens representavam 2,9% na temporada anterior de série, uma queda em relação a 2010 (3,9%), mas ainda muito acima de 2007 (1,1%). Na TV a cabo, por exemplo, o número é ainda maior: 61 personagens são homossexuais.
Embora os canais abertos sejam mais conservadores do que os a cabo, um seriado da Fox – que nos EUA é TV aberta – chama a atenção. O musical teen Glee, criado por um autor abertamente homossexual, Ryan Murphy, conta com seis personagens gays. Entre eles, está o carismático Kurt (Christopher Colfer), dono de performances memoráveis como a coreografia da dança de Single Ladies, hit de Beyoncé. O guri namora o jovem Blaine, interpretado pelo ator Darren Criss. Eles trocaram um singelo beijo em março de 2011, algo que rendeu bastante assunto na imprensa.
O autor da série, aliás, é criador também da novata The New Normal. A história gira em torno de um casal gay que, desejando ter um filho, contrata uma barriga de aluguel.
O leque de seriados com personagens homossexuais é eclético e vai de atrações médicas como Grey's Anatomy – no qual um casal de cirurgiãs vive cheio de mimimi e não economiza em beijos calientes – até dramas adolescentes, como o canadense Degrassi. Não faltam representantes nem no seriado de época britânico Downtown Abbey, que tem um mordomo gay, Thomas Barrow, em plena passagem dos séculos 19 ao 20.
Também a premiada comédia Modern Family, por exemplo, conta, em seu elenco principal, com um simpático casal homossexual: Cameron Tucker (Eric Stonestreet) é a própria rainha do drama, casado com Mitchell (Jesse Tyler Ferguson). As dificuldades sofridas no passado, quando eles "saíram do armário", são frequentemente abordadas, sempre com humor.
– Este progresso reflete a mudança cultural na forma com que os homossexuais são percebidos nos EUA – afirma Herndon Graddick, presidente da Glaad. – O público quer ver em seus programas favoritos a mesma diversidade que em sua vida cotidiana.
Fonte: ClicRBS